Saúde

Prefeitura Intensifica as ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti

A prefeitura Municipal de São João do Caru por meio da Secretaria Municipal de Saúde vem intensificando as ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor de várias doenças como: Dengue, Febre Amarela, Zica vírus, Chikungunya e Microcefalia.

No início da atual gestão (2017), a prefeitura começou a fazer parte do LIRAa – Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes Aedes Aegypti onde a cidade encontrava-se com a alarmante situação de (Alto Risco) com o Índice de Breteau (IB - valor numérico que define a quantidade de insetos em fase de desenvolvimento encontrados nas habitações humanas pela quantidade de total vistoriada) em 11,4.

“A situação não era das melhores, tivemos que realizar diversas campanhas, manter as frequentes visitas e intensificar nossas estratégias de combate ao mosquito, o resultado veio e hoje nossa cidade encontra-se com o Índice de 0,4, (Baixo Risco) uma redução de 11,0.” Destacou Expedito Filho – Coordenador do setor de Endemias

O MOSQUITO

O Aedes aegypti é o mosquito transmissor da dengue e da febre amarela urbana. Originário da África, foi disseminado de forma passiva pelo homem, hoje é considerado um mosquito cosmopolita.

Menor que os mosquitos comuns, o Aedes aegypti é preto com riscos formando um pequeno desenho semelhante a uma taça no tórax e listras brancas na cabeça e nas pernas. Suas asas são translúcidas e o ruído que produzem é praticamente inaudível ao ser humano.

O macho, como os de qualquer espécie, alimenta-se exclusivamente de frutas. A fêmea, no entanto, necessita de sangue para o amadurecimento dos ovos que são depositados separadamente nas paredes internas de objetos, próximos a superfícies de água limpa, local que lhes oferece melhores condições de sobrevivência. No momento da postura são brancos, mas logo se tornam negros e brilhantes.

Em média, cada A. aegypti vive em torno de 30 dias e a fêmea chega a colocar entre 150 e 200 ovos. Se forem postos por uma fêmea contaminada pelo vírus da dengue, ao completarem seu ciclo evolutivo, transmitirão a doença.

Os ovos não são postos na água, e sim milímetros acima de sua superfície, principalmente em recipientes artificiais. Quando chove, o nível da água sobe, entra em contato com os ovos que eclodem em pouco menos de 30 minutos. Em um período que varia entre sete e nove dias, a larva passa por quatro fases até dar origem a um novo mosquito: ovo, larva, pupa e adulto.

O A. aegypti põe seus ovos em recipientes artificiais, tais como latas e garrafas vazias, pneus, calhas, caixas d’água descobertas, pratos sob vasos de plantas ou qualquer outro objeto que possa armazenar água de chuva. O mosquito pode procurar ainda criadouros naturais, como bromélias, bambus e buracos em árvores.

A transmissão da dengue, bem como da febre amarela, depende da concentração do mosquito: quanto maior a quantidade, maior a transmissão. Esta concentração está diretamente relacionada à temperatura e pela presença das chuvas: mais chuvas, mais mosquitos.

O Aedes aegypti é um mosquito urbano, embora já tenha sido encontrado na zona rural, onde foram levados em recipientes que continham ovos ou larvas. Próprio das regiões tropical e subtropical, não resiste a baixas temperaturas presente em altitudes elevadas.

Estudos demonstram que, uma vez infectada - e isso pode ocorrer numa única inseminação -, a fêmea transmitirá o vírus por toda a vida, havendo a possibilidade de, pelo menos, parte de suas descendentes já nascerem portadoras do vírus.

As fêmeas preferem o sangue humano como fonte de proteína ao de qualquer outro animal vertebrado. Atacam de manhãzinha ou ao entardecer. Sua saliva possui uma substância anestésica, que torna quase indolor a picada. Tanto as fêmeas quanto os machos abrigam-se dentro das casas ou nos terrenos ao redor.

Aedes albopictus

O Aedes albopictus é outro transmissor potencial do vírus da dengue. No entanto, não existe comprovação científica de que tenha transmitido a doença. Seu ciclo evolutivo é semelhante ao do Aedes aegypti. Encontrado tanto na zona urbana quanto na rural, alimenta-se de sangue humano ou de qualquer outro animal e é mais resistente que o Aedes aegypti Essa capacidade para adaptar-se, torna seu combate mais difícil.

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